Relato visual a partir de fragmentos fílmicos de distintas películas realizadas em diferentes períodos histórico – as produções hollywoodianas prevalecem com o objetivo de reforçar/explorar o impacto afetivo e comportamental exercido sobre os processos de subjetivação dos sujeitos nos mais diversos níveis e contextos sociais. Material didático a partir de reflexões acerca da tese de doutorado de Lutiere Dalla Valle (Universitat de Barcelona, España – Departament de Pedagogies Culturals/ Arts Visuals i Educació: un enfocament construccionista)
“Meu Histórico do Cinema – La Construcción del yo desde el Cine”
outubro 26, 2011A narrativa fílmica de Billy Elliot como dispositivo para aprendermos
agosto 21, 2011O filme “Billy Elliot” nos conta a história de um menino que transgride as concepções dualistas e preconceituosas de seu contexto familiar e cultural. Conta também a história de inúmeros anônimos, grupos minoritários que não se “enquadram” nas expectativas da estrutura cultural, ideológica e moralmente construida e que define as regras de como uma pessoa deve ser e comportar-se dentro de cada contexto. O filme vai além do que nos é mostrado na tela: nos possibilita refletir sobre muitos aspectos da vida diária em que nos deparamos com situações que nos exigem escolhas, muitas vezes pautadas por fatores externos e não por aquilo que realmente acreditamos/desejamos. Disso, decorrem processos de exclusão contra aqueles que apenas desejam fazer aquilo que os identifica e dá sentido `a própria existência. Para ti que assistiu ao filme, que ideias o filme te traz? O que te faz pensar? O que tu percebes de ti mesmo nesta narrativa? Que significados/conceitos te aporta a narrativa?
Cinema e Educação: Narrativas fílmicas como dispositivo para pensar a formação docente
abril 27, 2011Vídeo realizado para apresentação de parte do projeto de pesquisa realizado no Programa de Pós graduação da Universitat de Barcelona/ BCN/ES, orientação do Prof. Fernando Hernández e co-orientação da Prof. Marilda O. de Oliveira da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Imagens que nos provocam!
fevereiro 20, 2011Já ouvimos inúmeras vezes a expressão de que “uma imagem vale por mil palavras”. Entretanto, para mim não é bem assim. Não acredito que seja possível estabelecer tal relação, pois as imagens evocam outros sentidos, mecanismos, significados. Funcionam como dispositivos que evocam a nossa humanidade sensível, imaginária e subjetiva. E portanto, só podem ser constituidas desta forma: não podem ser traduzidass, mas sentidas, vistas, experienciadas.
É este o sentimento que evocam as imagens produzidas por Jaison de Caires: este artista que apresenta imagens que “tocam”. Não tive a oportunidade de experimentar o contato real com nenhuma de suas obras. Refiro-me às reproduções que estão disponíveis na rede e que possibilitam ter uma ideia da força expressiva das suas figuras humanas que habitam os oceanos: figuras imersas em um universo fantasmagórico arrebatador.
Pro dia nascer feliz! filme de João Jardim
novembro 11, 2010
Venho trabalhando há algum tempo a partir de entrelaçamentos, tessituras e relações que possam ser estabelecidas entre o cinema e a educação, principalmente no campo da formação docente, e percebo este exercício que estamos experimentando agora como uma forte oportunidade para dialogarmos sobre questões que nos angustiam, questões que nos atravessam.
Assim sendo, antes de pontuar alguns elementos que me parecem pertinentes a partir desta narrativa fílmica, acredito que seja relevante situar qual é minha posição, onde me coloco em relação a estas questões que iremos debater.
Desta forma, me coloco desde uma posição que percebe e entende a visualidade do cinema como uma possibilidade de pensar sobre nós mesmos, que abarca uma perspectiva rizomática de construção de saberes, ou seja, que desde a perspectiva dos estudos da cultura visual e do construcionismo, pretende refletir sobre o impacto destas imagens fílmicas em nossos processos de subjetivação e reconceitualização daquilo temos presente em nossa cotidianidade.
Recorrendo outra vez ao Professor Fernando Hernández, igualmente acredito que “Não vemos uma película, mas a narramos”, isto é, nos aproximamos dela, nos reconhecemos nela, enxergamos nossas histórias nestas histórias, ativamos a nossa “voz interior” que nos conta, emite juízos de valor, nos redireciona, ativa outros sentimentos, contrapõe/justapõe imagens, conecta a memórias, e ao final da projeção, já temos construída, em cada um de nós uma outra narrativa. Tudo isso de acordo com o olho “cultural” que temos, próprio de cada contexto e período que vivemos.
O documentário “Pro dia nascer feliz”, do João Jardim nos apresenta um mosaico de histórias de vida, de relatos, de personagens reais, de imagens, cenas, quadros e/ou enquadres que nos remetem a situações de conflito entre ensinantes e aprendizes, que nos mostra o vácuo que existe entre estes dois protagonistas dos nossos sistemas educativos. Explicita uma “cultura docente” que se choca com um “jeito” adolescente e juvenil de relações, comportamentos, linguagens, códigos, corporeidades, que, mesmo em distintas realidades (pública ou privada) se assemelham no que tange aos conflitos. Se no nordeste, no extremo das carências, das dificuldades materiais, de deslocamento, das necessidades básicas do humano, a falta de professores, a ineficiência das políticas públicas e governamentais impedem que meninos e meninas deixem de sonhar e escrever poesias para voltar-se ao trabalho em busca do sustento, no outro extremo, em uma escola privada, o drama existencial das adolescentes, as angústias provocadas por viver em um tempo de incertezas, de efemeridades e do “mal estar contemporâneo” (Bauman), ainda assim, se percebe que os conflitos existem e aumentam cada vez mais, pois, como desabafa uma professora: “os professores até estão preparados…mas não estão preparados para este tipo de aluno… a escola segue desatualizada” presa a um sistema que não dá mais conta de sua função, como foi criada séculos atrás.
Isso se percebe nas cenas que refletem o contexto da sala de aula: os olhares vazios, os silêncios e também os ruídos. Aqui poderia trazer presente as imagens que evoca “entre les murs”, a película francesa de recente impacto nas instituições de ensino que igualmente ao documentário do João Jardim, propõe-se a mostrar como é o contexto de uma sala de aula, como é grande a necessidade de um giro em nosso sistema atual.
Ao contrário nas produções norte americanas que mostram professores e feitos heroicos (transformam a vida de seus alunos, doam-se por causas mais justas, renunciam à suas famílias para “tomar sua cruz” e seguir adiante) aqui não se maquia, não se espetaculariza, mas mostra professoras cansadas, humanas, defendendo seus pontos de vistas sem nenhum romantismo. Apenas a professora da escola privada aparenta maior tranquilidade.
É aqui que, em meu ponto de vista, reside um dos pontos baixos do filme: acentua demasiado as diferenças entre a escola pública e a privada, colocando a privada quilômetros a frente do sistema público. Sabemos que estes problemas existem em muitas escolas da rede pública, assim como existem também iniciativas interessantes, da mesma forma que na rede privada. Minha crítica é em relação à tendência natural que se tem de tomar como verdade “público = fracasso”.
Obviamente que choca ouvir o relato da menina que toma a vida de outra adolescente de forma agressiva, ouvir meninos falando da falta de perspectiva de futuro, enfim, as cenas finais da narrativa que mostram cenários assustadores.
No tempo em que nos inserimos, com tantos avanços na área tecnológica e também no campo educativo, por que a escola continua com sua estrutura arcaica e baseada no disciplinamento e respondendo apenas ao sistema de mercado, preparando futuros trabalhadores? Será que neste tempo de incertezas e dúvidas ainda cabe pensar somente em “preparar” nossas crianças, adolescentes e jovens para o “mercado de trabalho”? E suas questões subjetivas, suas fantasias, seus desejos, seus tempos de maturação, suas descobertas? Que espaços são oferecidos a estas criaturas para pensarem sobre si mesmas e sobre o mundo que habitam? Em decorrência de estes e outros fatores, percebo adolescentes que vivem em contextos pedagogizados, que não têm o direito de construir-se, de experimentar, de lançarem-se, pois recebem tudo pronto, não fazem seus próprios esquemas; adolescentes que super valorizam o TER , obcecados pelo consumo e que dão pouca referência ao SER. E retorno à questão: O que estamos fazendo? Em que realmente estamos contribuindo?
Professores?
agosto 16, 2010No hace mucho, un profesor me preguntó: ¿Qué cambios querría usted que se produjeran en la educación? Le respondí lo mejor que pude en ese momento pero continué reflexionando sobre su pregunta. Suponiendo que tuviera yo una varita mágica capaz de provocar un solo cambio en nuestros sistemas educativos, ¿cuál sería ese cambio?
Después de pensarlo, decidí que con un toque de mi varita haría que todos los profesores, de todos los niveles, se olvidaran de que son profesores. Les sobrevendría una amnesia total respecto de todas las técnicas de enseñanza que se han esforzado por dominar a través de los años. Se encontrarían con que son absolutamente incapaces de enseñar. A cambio de esta pérdida, adquirirían las actitudes y aptitudes propias del facilitador del aprendizaje: autenticidad, capacidad para valorar y empatía.
(Carl Rogers)
Utilizo este fragmento escrito por Carl Rogers sobre a necessidade de “desconstruir” verdades sobre a docência para refletir sobre os processos sociais e culturais de circulação e sustentação de estereótipos presentes em diferentes contextos sociais, e que, inevitavelmente, contribuem com as situações de conflito promovidas em nossa contemporaneidade no campo educativo. Ideário este que também vai ao encontro do que alguns dos mais renomados teóricos e estudiosos da educação vêm debruçando-se e promovendo rigorosos debates. Desta forma, acredito ser de extrema importância pensar sobre a docência como uma via de intenso trânsito e que necessita reconceituar suas fundamentações históricas e sociológicas para poder lograr algum sentido frente ao complexo contexto que temos atualmente. Não somente no que concerne às suas representações e imaginários construídos historicamente, mas também, e talvez como ponto de partida essencial, voltar olhares mais atentos aos processos formativos durante a formação inicial do professorado.
Por quê Cultura, Conhecimento e Poder?
agosto 2, 2010Nesta conferência realizada no Uruguai, Fernando Hernandez nos brinda com suas reflexões acerca da implicação destas três palavras no campo da Educação. Mais uma vez nos provoca a pensar a partir de outros lugares as relações entre estes três términos e aquilo que pode ser construido a partir daí.
Fernando Hernández fala dos Projetos de Trabalho
julho 10, 2010Nesta entrevista, Fernando Hernández nos situa rapidamente o sentido e a relevância de se trabalhar a partir das relações entre os envolvidos.
