No hace mucho, un profesor me preguntó: ¿Qué cambios querría usted que se produjeran en la educación? Le respondí lo mejor que pude en ese momento pero continué reflexionando sobre su pregunta. Suponiendo que tuviera yo una varita mágica capaz de provocar un solo cambio en nuestros sistemas educativos, ¿cuál sería ese cambio?
Después de pensarlo, decidí que con un toque de mi varita haría que todos los profesores, de todos los niveles, se olvidaran de que son profesores. Les sobrevendría una amnesia total respecto de todas las técnicas de enseñanza que se han esforzado por dominar a través de los años. Se encontrarían con que son absolutamente incapaces de enseñar. A cambio de esta pérdida, adquirirían las actitudes y aptitudes propias del facilitador del aprendizaje: autenticidad, capacidad para valorar y empatía.
(Carl Rogers)
Utilizo este fragmento escrito por Carl Rogers sobre a necessidade de “desconstruir” verdades sobre a docência para refletir sobre os processos sociais e culturais de circulação e sustentação de estereótipos presentes em diferentes contextos sociais, e que, inevitavelmente, contribuem com as situações de conflito promovidas em nossa contemporaneidade no campo educativo. Ideário este que também vai ao encontro do que alguns dos mais renomados teóricos e estudiosos da educação vêm debruçando-se e promovendo rigorosos debates. Desta forma, acredito ser de extrema importância pensar sobre a docência como uma via de intenso trânsito e que necessita reconceituar suas fundamentações históricas e sociológicas para poder lograr algum sentido frente ao complexo contexto que temos atualmente. Não somente no que concerne às suas representações e imaginários construídos historicamente, mas também, e talvez como ponto de partida essencial, voltar olhares mais atentos aos processos formativos durante a formação inicial do professorado.
